Sombra Lunar - Review

 Aviso: Contém Spoilers ...


De premissa Intrigante e com pontos decepcionantes, é assim que se sustenta um dos filmes de suspense e ficção cientifica mais assistidos da plataforma Netflix em 2019. 

Estrelado por grandes atores como Michael C. Hall (Dexter), Boyd Holbrook (Narcos), Cleopatra Coleman (Se ela eu danço 4), a série retrata a sinopse de um policial, Thomas Lockhart que está determinado em ser o mais novo detetive. 
Para conseguir esse cargo, ele se envolve em um caso de uma serial killer que ataca a 9 anos suas vítimas com uma arma desconhecida deixando com uma marca triangular em seus pescoços, o que acaba alimentando a obsessão do personagem.


Apesar de ser desproporcionalmente sangrento em ao longo da obra, o primeiro ato consegue desenvolver bem o protagonista, como sua ambição pelo caso que eleva o suspense e faz com que essa perseguição traga boas cenas de ação. 

Vale acrescentar que só o fato de acompanhar a intensidade que Lockart se entrega ao caso é impressionante. O ator atinge seu máximo, trazendo o personagem à loucura total e isso é impossível não se emocionar.


Mas apesar da ótima atuação de Halbrook, é muito difícil acompanhar os outros personagens. Michael C. Hall tem pouquíssimo espaço. Seu personagem não teve nenhum desenvolvimento e só consegue ter diálogos soltos, e transmissões de noticiários e nada mais. O mesmo, se aplica a Amy, (Sarah Dugdale) filha do protagonista.


Já no segundo ato, o policial deixa seu trabalho, família além da sanidade para seguir sua nova fixação. Se tornando um louco e todos ao seu redor desconfiando de sua possível teoria de que as mortes foram causadas por uma viajante do tempo. 

Mas ao invés de deixarem a trama mais envolvente, o filme seguiu abordando uma clichê viagem temporal e as boas cenas que vimos no 1 ato são trocados por diálogos sem nexo incluindo uma revelação sem nenhuma relevância com um final totalmente fraco, pois poderia ter sido resolvido no início.


Embora incomode muitos com a falha de roteiro, o longa-metragem consegue entreter com a doação necessária do ator protagonista e cenas de ação que tiram o fôlego. Mas infelizmente não aproveitou de um dos temas mais fascinantes da ficção-cientifica para aguçar os amantes do gênero.

Juliana Marques

Sou Juliana Marques, sou estudante de publicidade que ama escrever sobre assuntos aleatórios, super fã de muse e capitã marvel. Bora trocar uma idéia?

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